idealista confirma presença no IndieLisboa 2019

O IndieLisboa, na sua edição de 2019, contará pela primeira vez com a marca idealista como um dos patrocinadores. Esta associação vem reforçar a estratégia de parceria com marcas de sectores distintos que, ao acreditarem na capacidade do evento para gerar valor e retorno, são integradas de uma forma activa tanto na comunicação, como na criação de actividades e activações que passam a ser parte do festival.

A marca idealista, do portal de anúncios imobiliários, será desta estratégia um bom exemplo, com a criação em conjunto de acções que reforçam a ligação entre as duas marcas e a criação de conteúdos, que serão anunciados em breve.

“No idealista estamos muito orgulhosos de apoiar o cinema neste que é o maior festival de Cinema Internacional de Portugal. Gostamos de estar presentes na vida cultural portuguesa e colocamos sempre um especial carinho em todos os projetos culturais em que participamos e o IndieLisboa é uma das melhores ocasiões de o demonstrar.”

César Oteiza – Director-geral do idealista Portugal

 “Ficamos muito felizes com esta parceria com uma marca como a idealista, pois temos a oportunidade de trabalhar com sectores diferenciados e mostrar que, muitas vezes, o cinema pode dialogar marcas distintas e que, trabalhando em conjunto, se conseguem criar conteúdos ainda mais criativos e inovadores.”

Miguel Valverde – Direcção do IndieLisboa

Deixem-se levar pelas músicas IndieMusic com as nossas playlists Spotify

Este ano o IndieLisboa expande a sua presença online e cria um perfil na plataforma de música Spotify.

Amantes de cinema, fãs de todos os géneros de música e seguidores do festival podem agora seguir o IndieLisboa na plataforma de streaming e ouvir as playlists compostas por muitas da batidas que marcam os filmes da secção IndieMusic, onde o foco são os artistas e bandas que dão música ao mundo.

Os utilizadores tanto podem mergulhar nas músicas do IndieMusic 2019 e sentir as pulsações da programação que aí vem como revisitar os sons da secção do ano passado.

Visitem o nosso perfil Spotify e deixem-se levar pela música.

IndieMusic 2019: Miles Davis, Swans, Karen Dalton e muita música portuguesa

Eis a programação (quase integral) do IndieMusic, a secção do IndieLisboa 2019 dedicada à música. Convidamos todos a mergulharem nas imagens dos filmes desta secção através do teaser abaixo e nas músicas e artistas dos filmes da nossa playlist.

É um ano forte em música portuguesa. Ela É Uma Música é uma viagem pelo mundo do rock em Portugal, na voz das suas ilustres desconhecidas: as mulheres. Seguimos pelos subúrbios de Lisboa onde se encontram uma série de músicos e produtores de diferentes gerações e origens. A Batida de Lisboa vai de Angola a São Tomé, passando por Cabo Verde e Guine Bissau. A viagem termina em Alvalade, o bairro de Um Punk Chamado João Ribas, nome incontornável da música portuguesa e um dos principais impulsionadores do movimento punk.

Ainda em português e em sessão muito especial o regresso dos Rollana Beat. A banda convidou 13 realizadores, entre os quais caras bem conhecidas do IndieLisboa como Edgar Pêra, Isabel Aboim Inglês ou Leonor Noivo, para criarem vídeos para 13 músicas suas feitas entre 1998-2002.

Do resto do mundo vem a folk de Karen Dalton (A Bright Light – Karen and the Process), o free jazz de John Coltrane, Ornette Coleman e Sun Ra (Fire Music), a coolness de Miles Davis (Miles Davis: Birth of the Cool), a música DIY de bandas como os Deerhoof, Xiu Xiu ou Fugazi (Parallel Planes), o regresso da lendária banda de rock da Zâmbia, W.I.T.C.H., com a ajuda de Jacco Gardner (We Intend to Cause Havoc) e a energia indescritível e xamânica dos Swans (Where Does a Body End?).

O júri da secção competitiva do IndieMusic, que atribui um prémio de 1000€ ao melhor filme da secção, é composto pelo músico Bruno Pernadas, a jornalista e divulgadora musical Isilda Sanches e o crítico e ilustrador Tiago da Bernarda (aka O Gato Mariano).

Para o corpo entrar já em modo de festa vamos celebrar a divulgação da programação IndieMusic com um warm-up IndieLisboa na Casa Independente no próximo sábado, 9 de Março, com as músicas de todas estas bandas e artistas.

Esta é a lista dos filmes confirmados até ao momento:

Competição

A Bright Light – Karen and the Process (Emmanuelle Antilles)
Batida de Lisboa (Rita Maia e Vasco Viana) – Estreia Mundial
Ela É Uma Música (Francisca Marvão) – Estreia Mundial
Fire Music (Tom Surgal) – Estreia Internacional
Miles Davis: Birth of the Cool (Stanley Nelson)
Parallel Planes (Nicole Wegner)
Um Punk Chamado Ribas (Paulo Antunes) – Estreia Mundial
We Intend to Cause Havoc (Gio Arlotta)- Estreia Mundial
Where Does a Body End? (Marco Porsia) – Estreia Mundial

Sessão Especial
Vídeos: Rollana Beat (vários) – Estreia Mundial

Jonathan Vinel e Caroline Poggi em foco na secção Silvestre 2019

Desde a sua estreia em 2014 com Tant qu’il nous reste des fusils à pompe (urso de ouro no Festival de Berlim desse ano) que a dupla de realizadores franceses Jonathan Vinel e Caroline Poggi, nunca mais parou de filmar compulsivamente e tem sido aclamada, tanto pela crítica como pelo público. As suas curtas seguintes, tanto em dupla como individualmente, Notre Heritage, Martin Pleure e After School Knife Fight, fizeram um circuito brilhante de festivais de cinema, onde chamaram a atenção pela sua originalidade, irreverência, talento e contemporaneidade. A sua longa de estreia Jessica Forever que será um dos títulos da Competição Internacional do IndieLisboa 2019, estreou no Festival de Toronto e desde aí confirmou-se o que já se sabia. São os artistas do momento e é nesse sentido que o IndieLisboa decidiu que o Foco Silvestre 2019 deveria ser sobre o seu trabalho. A retrospectiva é integral (filmes feito em dupla e individualmente) e haverá uma gaming performance que será o momento mais alto deste foco.

A secção Silvestre é um panorama do cinema livre, num tempo em que cada vez faz menos sentido falar de documentário ou ficção como territórios fechados, em que o cinema pode decidir expandir-se ou manter-se fiel às linguagens tradicionais que estiveram na sua origem. Silvestre é uma secção competitiva com júri próprio, que se desenha nesta liberdade com uma programação de curtas e longas metragens que mostra um intenso ano de produção. Além do foco da secção, conheça também outros destaques para esta 16.ª edição do festival, como a nova longa metragem do realizador Radu Jude, duplamente premiado em edições anteriores do IndieLisboa, I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians, uma ficção que questiona a presença do fascismo na Roménia contemporânea a partir de uma reconstituição de um episódio histórico.

Burning, o mais recente filme de Lee Chang Dong, exibido em competição no último festival de Cannes e que foi considerado pela imprensa especializada como um dos filmes mais importantes do ano de 2018, será mostrado no festival antes de estrear nas salas portuguesas pela mão da Alambique Filmes. Em Coincoin et les Z’inhumains, o premiado Bruno Dumont regressa às personagens da aclamadíssima série (e filme) P’tit Quinquin para uma nova irresistível temporada de quatro episódios para ver no festival em versão binge watching. Por fim, Blue, de Apitchatpong Weerasethakul, parte de uma encomenda da Opéra national de Paris para fazer um filme que não é de todo uma dança, mas uma reflexão sobre um espaço inventado, um corpo amaldiçoado e com insónias, uma experiência visual e sonora assaz precisa.

A 16.ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema decorre entre os dias 2 a 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa.

Primeira festa IndieLisboa acontece já no início de Março

Já é sabido que o IndieLisboa decorre de 2 a 12 de Maio mas o ambiente em Lisboa vai começar a aquecer com a primeira de muitas festas IndieLisboa no dia 9 de Março.

Os programadores da secção IndieMusic vão dar-nos um cheirinho daquilo que é a sua programação, dando-nos a ouvir os sons e músicas dos filmes que vão marcar a secção mais ritmada do festival.

O IndieMusic dedica-se à exibição de filmes relacionados com músicos e bandas do mundo inteiro e não há melhor maneira de revelar os filmes deste ano com uma festa cheia de música.

9 de Março | 22h às 2h | Casa Independente | Entrada Gratuita

Siga o evento no Facebook para garantir que não perde esta noite.

Anna Karina em Lisboa para retrospectiva da Cinemateca e do IndieLisboa em Maio

Anna Karina marca presença em Lisboa em Maio para acompanhar a retrospectiva co-organizada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e pelo IndieLisboa, que a elege como um dos Heróis Independentes da sua edição de 2019. Relevando a sua filmografia no contexto da Nouvelle Vague francesa e para lá dela, a retrospetiva decorrerá integralmente na Cinemateca entre os dias 2 e 11 de maio, com a presença da atriz, que vem apresentar alguns dos seus filmes e para um encontro especial com o público.

Nascida em Copenhaga em 1940, Hanna Karin Barke Bayer, chegou a Paris aos 17 anos, onde foi batizada Anna Karina por Coco Chanel. Revelar-se-ia uma das mais icónicas actrizes do cinema contemporâneo nos anos 60 franceses, dirigida por Jean-Luc Godard numa série de importantes filmes dessa década, em que foi sua companheira de trabalho e de vida. Também argumentista e realizadora, cantora e escritora, Anna Karina é uma das grandes estrelas do cinema europeu.

A Cinemateca e o IndieLisboa conceberam uma retrospetiva ambiciosa que propõe dar a ver a intensidade variada do seu trabalho: a totalidade dos seus filmes com Godard, os filmes com Valerio Zurlini, Jacques Rivette, Luchino Visconti, George Cukor, Volker Schlöndorff, Rainer Werner Fassbinder e, entre os títulos mais raros, a primeira longa-metragem que escreveu, realizou e protagonizou em 1973 (Vivre ensemble) e o igualmente inédito em Portugal, Anna, de Pierre Koralnik a partir da música e canções de Serge Gainsbourg. Associado à secção “Director’s Cut” do festival, numa outra ramificação da colaboração entre a Cinemateca e o IndieLisboa, será apresentado o recente documentário de Dennis Berry em que Anna Karina comenta o seu percurso (Anna Karina souviens-toi, 2017).

RETROSPETIVA ANNA KARINA
Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema e IndieLisboa, 2-11 de maio 2019

CURTAS-METRAGENS previstas para exibição

Pigen og skoene / A Rapariga dos Sapatos, Ib Schmedes, 1959 (11’)
Présentation ou Charlotte et son steak, Éric Rohmer, 1961 (12’) (voz)
Les Fiancés du pont Mac Donald (ou Méfiez-vous des lunettes noires), Agnès Varda, 1961 (5´)
Antecipation, ou: L’Amour en l’an 2000, Jean-Luc Godard, 1967 (20’)

LONGAS-METRAGENS previstas para exibição

Le Petit Soldat / O Soldado das Sombras, Jean-Luc Godard, 1960 (88’)
Une Femme est une femme / Uma Mulher É uma Mulher, Jean-Luc Godard, 1961 (85’)
Vivre sa Vie / Viver a sua Vida, Jean-Luc Godard, 1962 (83’)
Bande à Part, Jean-Luc Godard, 1964 (95’)
Alphaville, Jean-Luc Godard, 1965 (99’)
Le Soldatesse, Valerio Zurlini, 1965 (120’)
Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965 (110’)
La Religieuse / A Religiosa, Jacques Rivette, 1966 (140’)
Made In U.S.A., Jean-Luc Godard, 1966 (90’)
Anna, Pierre Koralnik, 1967 (87’)
Lo Straniero / O Estrangeiro, Luchino Visconti, 1967 (104’)
Justine, George Cukor, 1969 (116’)
Michael Kohlhaas, Der Rebell / Michael Kohlhaas, O Rebelde, Volker Schlöndorff, 1969 (99’)
Vivre Ensemble, Anna Karina, 1973 (92’)
Chinesisches Roulette, Rainer Werner Fassbinder, 1969 (86’)
Treasure Island / A Ilha do Tesouro, Raoul Ruiz, 1985 (115’)
Haut Bas Fragile / Alto, Baixo, Frágil, Jacques Rivette, 1995 (170’)
Anna Karina, souviens-toi,Dennis Berry, 2017 (55’)

Vale a pena relembrar que pode tirar maior proveito desta retrospectiva se tiver uma acreditação para o festival. Já podem ser feitos pedidos por estudantes e profissionais, com valores promocionais até 31 de Março! Veja aqui como garantir a sua.

O IndieLisboa acontece de 2 a 12 de Maio em Lisboa.

Acreditações para o festival já disponíveis para estudantes e indústria. Aproveite o período promocional!

Estão abertos os pedidos de acreditação para o 16.º IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema, que decorre de 2 a 12 de Maio de 2019, em Lisboa, na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa.

Na sua 16.ª edição, o festival traz à cidade mais de 250 filmes durante 11 dias e ainda debates, workshops, masterclasses, encontros, festas e concertos. Uma celebração do cinema que preza a diversidade, apresentando ficções, documentários, animações, filmes experimentais, entre longas e curtas metragens.

A acreditação é pessoal e intransmissível e garante acesso a todas as sessões do festival (sujeito a disponibilidade de lugares e com excepção da cerimónia de abertura e outras sessões especiais), conferências e debates das LisbonTalks, festas e concertos do IndiebyNight e Videoteca do festival.

Faça o registo e pagamento até o dia 31 de Março de 2019 e aproveite o valor promocional de 25€ para estudantes e 45€ para indústria.

Aceda ao formulário de inscrição através do link:
indielisboa.com/acreditacao

(Evento Cancelado) Cineclube IndieLisboa convida Jorge Cramez na próxima segunda-feira

Actualização: Por razões externas ao festival, esta sessão CineClube IndieLisboa foi cancelada, não havendo nesta altura data para repor o evento.

Na próxima segunda-feira (18), às 14h30, acontece mais uma sessão do Cineclube IndieLisboa, onde serão exibidos dois curtas metragens do realizador Jorge Cramez, que estará presente para uma conversa com os alunos presentes.

Os filmes O Rebocador (2015) e Na Escola (2010) serão exibidos na sala 301 da Escola Artística António Arroio, onde também acontecerá a conversa com o realizador.

Jorge Cramez nasceu em Angola a 23 de Abril de 1963 e licenciou-se em Comunicação Social no ano de 1988. No ano seguinte, estagiou 6 meses na Cinemateca Portuguesa. Entre 1991 e 1994 frequenta e acaba o Curso de Cinema na área de montagem da Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalhou como anotador e assistente de realização com realizadores como Teresa Villaverde, João César Monteiro, João Botelho, Jorge Silva Melo, José Álvares Morais, Joaquim Leitão, João Mário Grilo, Fernando Lopes, Werner Schroeter, Catarina Ruivo, Inês Oliveira e Miguel Gomes, entre muitos outros. Realizou doze curtas-metragens presentes e premiadas em festivais de cinema nacionais e internacionais: Desvio (1994), co-realizado com Paulo Belém; Para Matar o Tempo (1996); Erros Meus (2000); Venus Velvet (2001) – Vencedor do Festival de Vila do Conde e em competição na semana da crítica, Festival de Cinema de Cannes; Nunca Estou Onde Pensas que Estou (2003); X (2009); Na Escola (2010); Feliz Aniversário (2011); Até Quando (2012); Um Dia Perfeito (2014); O Rebocador (2014) – nomeado para melhor curta nos prémios Sophia; O Prazer de Associar (2015). Realizou duas longas metragens, presentes em festivais de cinema nacionais e internacionais: O Capacete Dourado (2007) – Competição Internacional do Festival de Locarno em 2007 e estreou em sala no mesmo ano. Em 2016, realizou a sua segunda longa metragem, Amor Amor, que estreou nos cinemas em Fevereiro de 2018.

 

Abertura de Candidaturas ao Fundo de Apoio ao Cinema 2019 (deadline 15 de Março)

Os projectos de filmes em fase de pós produção (alinhamento ou montagem quase finalizada) da autoria de realizadores portugueses (ou de estrangeiros com residência permanente em Portugal) e com produção portuguesa, podem já candidatar-se à edição de 2019 do Fundo de Apoio ao Cinema. O prazo termina em 15 de Março.

O Fundo de Apoio ao Cinema é um instrumento complementar de apoio à pós-produção de filmes portugueses e a edição de 2019 é constituída pelos habituais parceiros: IndieLisboa – Associação Cultural, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), Digital Mix Música e Imagem, Fundação GDA.

Juntam-se dois parceiros novos nesta edição de 2019 – The Yellow Color, um novo estúdio de pós produção de imagem fundado por Marco Amaral e a Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português que participará para mostrar a agentes internacionais (programadores, distribuidores e críticos) os trabalhos em fase de work-in-progress em sessões privadas especialmente organizadas para estes convidados internacionais.
Em edições anteriores foram apoiados projectos de Gabriel Abrantes, Catarina Mourão, André Santos e Marco Leão, Tiago Hespanha, Inês Oliveira, Miguel Nunes, entre outros.

Entre os apoios concedidos contam-se o valor de €1.500, atribuído a um documentário, no âmbito do apoio DocNomads (ULHT); serviços de pós-produção de som para dois filmes (uma longa metragem e uma curta metragem) pela Digital Mix Música e Imagem; €6.000 para criação de música original, premiando uma longa metragem (€4.000) e uma curta metragem (€2.000), ou, em alternativa, três curtas metragens (cada uma €2.000), atribuídos pela Fundação GDA e finalmente apoio à pós produção de imagem (2 dias de estúdio) pela The Yellow Color.

Os projectos candidatos podem ser curtas ou longas metragens, independentemente do seu género (ficção, documentário, animação ou experimental) em fase de pós-produção no momento da candidatura. A grande novidade do Fundo de Apoio ao Cinema 2019 é que os projectos candidatos podem ter obtido outros apoios (nomeadamente ICA, Fundação GDA), havendo uma quota de 50% garantida para projectos de baixo orçamento (ver regulamento).

Uma comissão constituída por elementos de todas as entidades parceiras na edição de 2019 escolherá 8 projectos (de todas as candidaturas válidas recebidas) até ao dia 5 de Abril de 2019. Estes 8 projectos pré-seleccionados apresentam-se posteriormente perante um júri internacional, durante a realização do festival IndieLisboa, no âmbito do qual realizam um pitching de apresentação e são visionados os excertos dos trabalhos.
A decisão final é conhecida no dia seguinte ao da realização do pitching e podem ser apoiados um máximo de 4 projectos.

As candidaturas devem ser efectivadas através do envio de um pdf (único) com a ficha de inscrição e todos os restantes documentos pedidos ao cuidado de Carlota Gonçalves para o e-mail fundo@indielisboa.com 

Regulamento

Formulário de candidatura

Imagem: retirada do filme “O Mar Enrola na Areia”, de Catarina Mourão.

Edgar Pêra e Leonor Teles convidados do Cineclube IndieLisboa

Ontem, terça-feira (5), foi um dia importante para o Cineclube IndieLisboa, quando duas sessões que levaram realizadores convidados decorreram entre duas escolas em Lisboa.

A sessão da manhã, às 10 horas, aconteceu na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho e o convidado foi o realizador Edgar Pêra, com exibição do seu filme Punk is not Daddy.

Punk is not Daddy

Punk is not Daddy é uma viagem pelos anos oitenta, testemunhada por um cineasta neófito. São cine-diários inéditos de Edgar Pêra: as Ruínas do Chiado, o quotidiano em Lisboa e Madrid, os Estados Gerais do Cinema Português, e sobretudo intervenções de bandas pop – a principal referência cultural dessa época. Punk is Not Daddy testemunha o crescimento e ocaso dos Heróis do Mar, os bastidores dos GNR num concerto da APU, os concertos abrasadores dos Xutos & Pontapés, a sonoridade céltica dos Sétima Legião, a pop despudorada dos Delfins, a militância dos Clandestinos, a rodagem dos videoclips dos Rádios Macau. E até a polémica da Final do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous, os ensaios dos Censurados no apocalíptico quarto de João Ribas ou o derradeiro (anti)concerto do RRV com os Zao Ten de Farinha Master. Punk is Not Daddy retrata, na primeira pessoa, a primeira década descomprometida com o fascismo, já com a revolução em eco. Finalmente, arte em liberdade.

Mais tarde, às 19 horas, outra sessão decorreu na Act Escola de Actores, onde a realizadora Leonor Teles estava presente como convidada para a exibição de dois dos seus filmes: Rhoma Acans e Balada de um Batráquio.

Rhoma Acans

A família é o foco da primeira curta-metragem da jovem realizadora Leonor Teles. Rhoma Acans questiona o peso da tradição cigana a que outrora pertenceu.

Essa viagem de autodescoberta é feita através de um paralelismo entre a vivência de Leonor e a figura de Joaquina, jovem plenamente inserida na comunidade cigana. Quando rodou Rhoma Acans, Joaquina, 15 anos, já tinha passado por um casamento falhado e ambicionava sair da comunidade cigana para ser modelo.

Através de Joaquina, Leonor percebe o que mudou, o que se mantém e o que falta ainda mudar depois de sucessivas gerações de fortes personagens femininas. Tenta perceber o lugar onde está e imagina onde poderia estar se tivesse vivido numa comunidade cigana.

Balada de um Batráquio

“Simultaneamente estranhos e familiares, distantes e próximos, inquietantes e sedutores, marginais e cosmopolitas, os ciganos apresentam-se envoltos numa aura de ambiguidade. Não se pode dizer que sejam invisíveis, pois dificilmente passam despercebidos.”
(Daniel Seabra Lopes)
Tal como os ciganos, os sapos de loiça não passam despercebidos a um olhar mais atento. Balada de um Batráquio surge assim num contexto ambíguo. Um filme que intervém no espaço real do quotidiano português como forma de fabular sobre um comportamento xenófobo.

 

Mais informações sobre o Cineclube IndieLisboa aqui.

 

Imagem: Balada de um Batráquio, de Leonor Teles.

Conheça a imagem do IndieLisboa 2019, criada pela ilustradora Alva Skog

A próxima edição do IndieLisboa está a aproximar-se. Hoje, a pouco menos de três meses para o início do 16.º Festival Internacional de Cinema, que decorrerá entre os dias 2 e 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, são apresentadas as imagens desta edição do festival.

As imagens foram criadas pela ilustradora sueca Alva Skog, que expressa e questiona ideias e ideais, como desigualdade de géneros e racismo velado, através das suas ilustrações. Licenciada recentemente pela Central Saint Martin, em Londres, Alva Skog faz parte do programa Jelly Futures, o qual consiste em procurar novos talentos de diferentes locais e formas, e oferece-lhes um caminho para o início das suas carreiras artísticas. Alva já trabalhou também para notáveis clientes, como o The Guardian, a Apple e a It’s Nice That  entre outros.

Uma particularidade em muitos dos trabalhos de Alva é o facto de aplicar o exagero ao representar alguns elementos. No caso do IndieLisboa, o elemento principal trabalhado (e desconstruído sobre o ponto de vista da autora) foi o corvo, símbolo que representa o festival desde a sua primeira edição. Alva representou-o de forma divertida, descomplexada e exagerada (imagem abaixo).

A partir desta imagem, foram desenvolvidas outras, que contam uma história entre si, e que representam algumas das actividades paralelas e secções do festival: o IndieJúnior, a secção infantil e juvenil do festival; o IndieByNight, a programação nocturna de festas e concertos que acontece diariamente durante o festival e, por fim, as LisbonTalks, secção paralela para conversas, palestras, masterclasses e debates.

Em breve serão divulgadas as primeiras novidades sobre a programação da 16.ª edição do IndieLisboa.

Subscreva a newsletter aqui nesta página (embaixo) e seja o primeiro a saber.

Portefólio de Alva: https://alvaskog.com/

Cineclube IndieLisboa hoje no Colégio das Artes da Casa da Pia

Hoje, dia 28, às 14h30, o Cineclube IndieLisboa estará presente no Colégio das Artes da Casa Pia, e apresenta os filmes Breu, de Jerónimo Rocha, e Macabre, de João Miguel Real e Jerónimo Rocha. A sessão conta com a presença dos dois realizadores que vão conversar com os alunos sobre cinema de animação.

Macabre

K acabou de espetar o seu Mercedes-Benz 280 SE contra uma árvore, depois de se tentar desviar de um pequeno animal selvagem que se atravessou no seu caminho. Está numa estrada secundária do interior rural e é noite cerrada. O seu serão está apenas a começar…

Breu

BREU é um conto sobre um rapaz com medo do escuro. Um dia, quando brinca nos telhados de uma fábrica abandonada, deixa cair um valioso pertence por uma nesga entre as telhas. Entrar na fábrica significa enfrentar a sua fobia e, lá dentro, o olhar atente de um bicho aguarda-o.

 

A entrada é livre.

 

Imagem: retirada do filme Macabre.

Cineclube IndieLisboa exibe amanhã filme de Diana Andringa

Amanhã, dia 25, às 10h30, na Escola Bento de Jesus Caraça, em Lisboa, o Cineclube IndieLisboa vai exibir o filme de Tarrafal – Memórias do Campo da Morte Lenta, da realizadora angolana Diana Andringa. A sessão conta com a presença da realizadora para uma apresentação e conversa com os alunos.

Filmado durante o Simpósio Internacional sobre o Campo de Concentração do Tarrafal, que reuniu na Ilha de Santiago, Cabo Verde, muitos dos que por ali passaram, o documentário recolhe as memórias do português Edmundo Pedro, um dos dois únicos sobreviventes do primeiro período do campo, e de angolanos, guineenses e cabo-verdianos que ali foram encarcerados na sequência do desencadear da luta de libertação nas colónias.

A entrada é livre.

Escola Bento de Jesus Caraça
R. Vítor Cordon 1, 1200-442 Lisboa