A animação Sinfonia n.º 42 apresenta em 47 cenas situações surreais, baseadas na interacção dos homens com a natureza.
A animação Sinfonia n.º 42 apresenta em 47 cenas situações surreais, baseadas na interacção dos homens com a natureza.
O linguado é assimétrico, tem os seus dois olhos do lado direito do corpo. Este documentário original inventa a sua própria linguagem poética e convida-nos a descobrir o universo do linguado em todos os aspectos, formas, tamanhos e cores. A imaginação não tem limite e as variações são infinitas. (Miguel Cabral)
Ambientado nos anos 1970 no oeste irlandês, “Aunt” explora os efeitos de uma gravidez não planeada no seio de uma família, no dia do baptismo do bebé.
Este é um Verão preguiçoso para Giacomo e Stefania. Eles vagueiam pelas florestas do Norte de Itália à procura do rio perfeito onde descontrair. São jovens e, ainda sem preocupações, limitam-se a viver. A simplicidade e a sensualidade tomam conta deste docu-drama, cheio de sons estivais e imagens desembaraçadas que nos recordam a sensação de estar realmente desperto para a vida. A sua relação nunca é claramente definida, mas é extremamente amorosa e sensual. Quando a noite cai, o Luna Park recebe-os com carrosséis, ursos de peluche e música que dá para fechar os olhos e dançar com a espontaneidade da sua juventude. Um filme que cheira a protector solar com odor a melancia, sabe a sal, faz sentir a areia e soa a um coro de grilos que nos despertam os sentidos. (Nina Veligradi)
Um photo-roman de detalhes, com palavras e imagens. Avião supersónico-profunda tristeza-macaco-aranha-elefante. Uma criança é introduzida no léxico de uma vasta biblioteca e tenta construir o futuro a partir das espécies animais em perigo. Com Marker em mente, a não formulação de uma teoria, advém da própria impossibilidade do mundo. (Miguel Valverde)
Ele vive numa pequena cidade no sul de França e vai passar o Verão junto ao lago, à conversa com os amigos e a assistir ao fogo de artifício que celebra o dia 14 de Julho. Um retrato próximo feito de momentos mágicos escolhidos cuidadosamente. Um Verão banal na vida de um rapaz típico e, ainda assim, pouco comum. (Karim Shimsal)
“De regresso a Mandima para encontrar a minha aldeia e os meus três melhores amigos, no coração do Zaire, agora R. D. do Congo (…) Entretanto houve uma guerra, uma erosão do tempo, 15 anos passaram. Nada mudou? Mudou tudo. O que é a amizade, para além da cor da pele, quando um pode apanhar o avião e o outro não? Quando um usa o informal “tu” e o outro o formal “você”?” (Rob-Jan Lacombe)
Uma jovem mãe procura conciliar a adolescência com a memória viva do primeiro amor e do seu final não muito feliz. O bebé acompanha-a no carrinho quando vai ao café com as amigas ou tratar da manicure, enquanto troca confidências em frente à câmara. Com um tom documental, esta ficção transporta-nos para o seu universo infantil e cheio de esperança. (Ágata Pinho)
Numa cabana de madeira de neve, vive uma viúva com as suas quatro filhas adultas, todas elas com um desejo individual de amor e intimidade. A forte fé católica e o luto que as atormentou durante anos condenaram-nas a uma vida de castidade. A sua existência vai ser transformada por misteriosos homens-veado.
Jalainur (palavra mongol que significa “um oceano parecido com um lago”), no norte da China, perto da fronteira com a Rússia, é uma mina de carvão a céu aberto com mais de 100 anos de história, onde ainda se pode ver a invulgar paisagem de um serviço de comboios a vapor. A “grande mina” está agora vazia, os comboios a vapor vão ser retirados e muitos dos trabalhadores enfrentam a crise. Os dois protagonistas deste filme são o velho Zhu, condutor de comboios a vapor, e o seu aprendiz, Li Zhizhong, encarregado da sinalização. Trabalharam juntos em grande proximidade. O filme é inteiramente rodado no cenário real de Jalainur.
Leila esteve envolvida num misterioso acidente de automóvel que a sua memória bloqueou. Agora é Verão e Leila vai passar férias a Roma numa tentativa de sarar as feridas nos braços da irmã, Anna. Mas as duas irmãs não conseguem relacionar-se e para recuperar, Leila terá que dar os primeiros passos sozinha.
A.T. Shank & Filho tiveram um mau dia no escritório quando um pedregulho cai no seu carro funerário. Cruzam o país na companhia de um caixão, deparando-se com ratoeiras emocionais e literais. Esta cabriola de animação devolve a graça ao funeral à medida que a viagem e a relação deles evolui a uma escala épica.
Uma viagem tranquila a uma terra abandonada, onde a fome faz do coração humano uma paisagem deserta, e a desgraça de alguém pode ser a salvação alheia.
Saara, 39 anos, e a filha Inna, 14 anos, preparam-se para uma noite de sexta-feira numa urbanização de Helsínquia leste. Mãe e filha são forçadas a enfrentar uma realidade inevitavelmente contraditória relativamente às suas expectativas.
Adolescentes e crianças à deriva no território delimitado por um bairro fechado com a escala de modelo de uma cidadela: casas com jardins, uma escola, um salão de festas, uma piscina. Numa viagem redonda entre lazer e tédio, sem pais ou mães por perto, os miúdos circulam para criar o seu próprio regime caótico na comodidade de uma prisão que se aceita: ninguém tenta sequer fugir. Nesse estado de conformidade quotidiana junta-se-lhes um estranho, aquele que irrompe do exterior, sem que nem nesse momento rebente o tradicional conflito. Em vez disso, tudo se dissolve num jogo intermitente de ternura e crueldade.
O simpático e preguiçoso Jenya chega a Moscovo para procurar trabalho, vindo de uma pequena aldeia da Bielorrússia. Um incidente separa-o inesperadamente dos companheiros, deixando-o sozinho sem dinheiro nem documentos. Não tem amigos ou familiares nesta cidade grande e hostil e arrisca-se a acabar como sem abrigo. Subitamente dá-se um milagre: um estranho velhote leva-o para sua casa. Convida-o em seguida para participar num peculiar combate onde está envolvido: um combate contra o mal que dá cabo da vida em Moscovo. A filha do velhote acaba por revelar a Jenya a horrível verdade sobre o seu pai.
Duas irmãs adolescentes da religião Menonista vão parar a um lugar que lhes é estranho à procura de comida e de um sítio onde passar a noite. Descobrem um novo mundo nessa paisagem moderna e cheia de personagens coloridas e então o segredo escondido da sua viagem vem à luz do dia.
Vivendo no leste de Los Angeles e trabalhando num bar japonês de jazz, um jovem cozinheiro (Shin) enfrenta a deportação quando lhe negam o visto. Shin experimenta uma LA invisível para o seu círculo social de imigrantes japoneses. Um retrato da vida numa cidade sintomática de um mundo que está a ficar mais pequeno.