Presente na competição oficial de curtas-metragens do Festival de Cannes em 1955, é um objecto artístico e, ao mesmo tempo, etnográfico, de reconstituição de uma época, através de pinturas e outras heranças deixadas na província de Bohuslän, na Suécia, na Idade do Bronze.
Um homem conduz um carro. A sua namorada acompanha-o. Querem ir ver o mar. Uma criança está em casa. Os pais estão desatentos. Pedem-lhe para ir à rua. Os jovens vão divertidos e o carro galga a estrada furiosamente. A criança atravessa a estrada, ela vive ao pé do mar.
Ambientado durante a cimeira dos G8 em São Peterseburgo em Julho de 2006. Vemos os efeitos na população local. As sirenes, patrulhas militares, ruas bloqueadas, helicópteros em voos baixos e escoltas armadas. Uma cidade em estado de sítio. Até o maior cemitério da cidade se tornou um cenário estrategicamente sensível.
A lembrar “Manual de Instrução para Crimes Banais” de Benoît Poelvoorde, este curto filme acompanha o dia-a-dia de um homem banal, com uma vida banal, que executa de forma banal uma série de horríveis, e banais, crimes. Mas podia ser também um retrato da “Suécia segura” dos anos 80.
Um troll” vai ser disciplinado depois de fazer uma série de asneiras. “
Birger está reformado e não tem visitas há cerca de oito anos. Subitamente a campainha toca e surge uma jovem mulher.
A história pessoal de uma mulher que habita numa paisagem deserta e isolada e trabalha numa fábrica onde constroem verdadeiros elefantes.
Se “Simphony of a City” mostra Estocolmo no início dos anos 40, Húlten filma em “A Day in the City” uma cidade mais desembaraçada, a Estocolmo dos anos 50. E aquilo que poderia contrastar com o filme anterior, é aqui subvertido. Recorrendo à estética do cinema mudo e aos seus grandes mentores, Vertov e Ruttman, concebe um filme em que a pura experimentação alterna com toques humorísticosaos labirintos da burocracia.
Nils pára o carro em cima da linha do caminho de ferro, e desliga o motor. Aguarda serenamente que o comboio o colha daí a exactamente três minutos. Mas eis que chega Gosta com o seu tractor e tira Nils de lá, pensando que este está em choque e não consegue sair dali. Oferece-lhe um café e começam a falar…
Um conjunto de spots publicitários muito divertidos realizados por um dos mais conceituados realizadores suecos, Roy Andersson. Há anúncios de seguradoras, do Lotto, da Air France e da união do trabalho LO.
“Exit” tem como ambiente as pinturas de Jerónimo Boch. Os desenhos são usados como imagens documentais onde os deficientes são colocados numa corrida pesadelo, para fugir do fogo e ir de encontro à salvação. Tudo através de um longo corredor que parece uma arena e onde os espectadores se ouvem ao fundo.
Färgelanda é uma pequena vila situada próximo de Uddevalla, na costa oeste da Suécia. As imagens recordam a sua estação de comboios e as áreas envolventes, a locomotiva e os seus passageiros.
Somos quatro pequenos ovos e conduzimos em direcção a uma parede, não temos cintos de segurança e isso é muito mau.
Num tempo indefinido e num lugar desconhecido, dois homens tentam a todo o custo entrar em contacto com outra civilização. Mas a sua antena receptora não é boa e vêem-se, por isso, impedidos de comunicar. Daí que sejam obrigados a viajar em busca de sítios cada vez mais altos onde possam encontrar um sinal mais forte. Porque o que procuram é, afinal, uma existência mais tolerável.
A jovem e ainda desconhecida Greta Garbo faz passagens de modelos para um anúncio da loja PUB (Paul U. Bergstrom AB), local onde trabalhou. Depois vêmo-la no terraço do Strand Hotel e seguidamente num piquenique publicitando a Konsum.
Um dos princípios da animação é o movimento, daí que, na história do género, surjam tantos exemplos disso. “Revolver” fala-nos, então, de um tipo específico de movimento: o repetitivo. A principal intenção foi criar um filme como se se criasse uma música: temas que se constroem, e se desenvolvem, sem qualquer intenção narrativa.
“Quero falar de assuntos importantes sobre os Europeus, falar sobre responsabilidade e culpa, questões morais que, muito raramente, são tratadas no cinema. “Decálogo” de Kieslowski fez-me acreditar de novo no cinema.” (Roy Andersson).
Um filme composto por um conjunto de quadros que funcionam como um estudo preliminar para “Songs From the Second Floor”.
Ingmar Bergman, como grande parte dos maiores realizadores da história do cinema realizou filmes publicitários que lhe garantiam a estabilidade económica. Mas os seus anúncios mais célebras foram, sem dúvida, os do sabonete BRIS.