É com imagens de Domingos de Oliveira Santos, um cirurgião tornado cineasta, que Edgar Pêra compõe um mosaico que vai além dos vídeos caseiros, transbordando-os.

É com imagens de Domingos de Oliveira Santos, um cirurgião tornado cineasta, que Edgar Pêra compõe um mosaico que vai além dos vídeos caseiros, transbordando-os.
Para o cineasta Edgar Pêra, a sua viagem à China, filmada em Super8 colorido, “My Trip to China”, reflectiu-se nos instantes de escadarias em movimento, de ruas que se atravessam a passo lento e bicicletas perpendiculares às passagens de peões. Também no circular parado da multidão nas cidades proibidas, dos anúncios luminosos, do sol vermelho que se deita. Até o som de ‘Just What the Doctor Ordered’ (‘Murdering the Classics’) é distendido, distorcido, quase parodiado, pela voz sincopada da língua chinesa.
Edgar Pêra foi Herói Independente do festival em 2006 e já nessa altura os “Arquivos Kino-Pop” estavam bem apetrechados. Desde dos anos 1980 o ‘Homem-Kâmara’ vem recolhendo imagens do mundo em cine-diários que, muitas vezes, tendem para a música. Um registo inédito desse repositório inclui uma performances incrível de Pedro Ayres de Magalhães (Heróis do Mar e Madredeus) Uma oportunidade única de viajar no tempo e assistir a um dos momentos em que a história da música portuguesa se fez, em cima do palco!
Edgar Pêra foi Herói Independente do festival em 2006 e já nessa altura os “Arquivos Kino-Pop” estavam bem apetrechados. Desde dos anos 1980 o ‘Homem-Kâmara’ vem recolhendo imagens do mundo em cine-diários que, muitas vezes, tendem para a música. Um registo inédito desse repositório inclui uma performances incrível de Farinha Master (líder dos míticos Ocaso Épico, falecido em 2002). Uma oportunidade única de viajar no tempo e assistir a um dos momentos em que a história da música portuguesa se fez, em cima do palco!
Edgar Pêra foi Herói Independente do festival em 2006 e já nessa altura os “Arquivos Kino-Pop” estavam bem apetrechados. Desde dos anos 1980 o ‘Homem-Kâmara’ vem recolhendo imagens do mundo em cine-diários que, muitas vezes, tendem para a música. Um registo inédito desse repositório inclui uma performances incrível de Manuel João Vieira (Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum). Uma oportunidade única de viajar no tempo e assistir a um dos momentos em que a história da música portuguesa se fez, em cima do palco!
O novo filme de Edgar Pêra (Herói Independente em 2006) é dedicado ao enorme Alberto Pimenta, focando-se, mais do que na sua poesia, na sua importância enquanto pioneiro da performance em Portugal. Quem nunca ouviu falar do histórico happening no Jardim Zoológico em 1977, quando Pimenta se trancou numa jaula (junto à dos macacos) com uma tabuleta indicando “Homem (Homo sapiens)”? O Homem-Pykante é, assim, um filme-performance (no estilo caleidoscópico do cinema de Pêra) que faz a devida homenagem a um dos mais importantes criadores portugueses, experimentador por natureza e inconformista político por convicção.
A partir de um hipnótico conto de Branquinho da Fonseca, entre o surrealismo e o neo-realismo, Rio Turvo acompanha a trágica balada de um amor impossível entre um topógrafo sem nome, recém-chegado ao terreno pantanoso de um futuro aeroporto, e a bela Leonor (Teresa Salgueiro, a etérea voz dos Madredeus), a flor do pântano, que tanto a severa Tia como o socrático Director (e o seu bode Platão) tentam salvaguardar dos olhares lascivos num universo masculino. A música produzida pelos operários pontua a história de amor, e faz desenrolar narrativas paralelas de conspiração e suspeita, que avançam ao ritmo do sonho e do inconsciente, até ao triunfo do rio sobre o Homem.
É um filme sobre o fim do fascismo e o 25 de Abril, visto a partir das ruas e dos rostos das pessoas. Mais do que mostrar a revolução militar, revela a adesão popular ao movimento. Imagens e sons do passado (a ditadura e a libertação) misturam-se com imagens e sons do presente (manifestações de apoio à independência de Timor).
Cine-dyario rodado no Porto ‚ frente à Casa da Música durante o dia em que o Benfica se sagrou campeão.
Largo de Santo Antoninho. Boa noite. Bairro da Bica. “António!” grita uma sombra feminina. Facadas. A vítima foge pelos carris do elevador até que chega, ofegante, às Ruínas da sua (?) própria Memória.
Seis aparições femininas assomam à sua janela com diferentes versões sobre a vida e as personalidades de um tal António, boémio da Bica, amante, esposo (?), fadista, vendedor de pentes ao vintém e de outros extraordinários artefactos (entre os quais um fabuloso e lendário elixir!).
A última aparição feminina, Marya de Fátyma, fadista castiça da Bica, mulher mais velha e experiente apresenta-se como íntima-conselheira de António. Comenta os boatos acerca de uma suposta intenção de casamento de António com as supostas seis amantes, e introduz a suspeita de que António foi alvo de uma tramóia congeminada para o matar traiçoeiramente à facada.
Quem é o verdadeiro António? Quantos Antónios existem afinal? E quantas amantes? Casaram-se? Mataram-no? Estará ele já no Purgatório? Quem é o olho misterioso que protagoniza o filme? António? Qual Antónyo? Eu?? Kum Kacêt.
Projekto mutante filmado e projektado em raves, festas, klubs e tekno-cenáryus de toda a espécye.
Roteiro cinétiko da obra de Cassiano Branco, destemido e prolífero arquitecto português. A Cidade de Cassiano é uma cine-cidade imaginária: prédios-comboios, janelas-eskotilhas que sofrem temporais marítimos, perseguições policiais em cinemas extintos.
Maio de 2002. Como David contra Golias, o Leixões enfrenta o Sporting na final da Taça de Portugal. Como numa procissão, os adeptos dos dois clubes dirigem-se, com fervor religioso, ao estádio. Através dos seus rostos e das suas reacções, assistimos ao desenrolar do espectáculo messiânico em que o jogo se torna.
Video Performance de e com o poeta Alberto Pimenta. Vídeo e instalação exibido no Cinevídeo-Olho-Espaço Ginjal e no ACARTE CAM-Gulbenkian.
Filme da saga Sudwestern integrado nos Movimentos Perpétuos de homenagem a Carlos Paredes, Guitarra Com Gente Lá Dentro tem dois pontos de partida : a voz de Carlos Paredes em discurso directo com o público, no auditório Carlos Alberto, no Porto (1984) e a música dos Dead Combo, uma espécie de guitarra portuguesa a baixa rotação num cruzamento bastardo de western e fado. Entre imagens de C. Paredes ‚Äî nos bastidores do Coliseu dos Recreios, antes de espectáculo com os Madredeus (1991) ‚Äî, e os seus relatos ‚Äî sobre as origens do fado e da guitarra portuguesa no século XVIII e XIX ‚Äî passa o eco de uma Sátira a um Portugal Paralelo em que cowboys e índios são os desempregados…
Excertos de Cine-coreografia musical de Paulo Ribeiro. Intervenções transformadas pela musika trans-real de Nuno Rebelo. Viagens à Serra da Estrela e a Kanas de Senhorim!
Mini-filme musical a partir de 3 músicas de Lello Minsk e Shegundo Galarza. Com Manuel João Vieira e Suzy Peterson.
Clip remix de ynédito cine-diário super8 Impending Doom. Os Funerais do Papa e de Àlvaro Cunhal musicados por Legendary Tiger Man com os Dead Combo.