Um filme delicado, qual casa de bonecas, que mostra uma comovente ligação entre avó e neto e como ambos funcionam como o porto seguro um do outro — especialmente quando uma personagem marota tenta incutir-lhes alguns medos.

Um filme delicado, qual casa de bonecas, que mostra uma comovente ligação entre avó e neto e como ambos funcionam como o porto seguro um do outro — especialmente quando uma personagem marota tenta incutir-lhes alguns medos.
«A minha avó tinha uma força e um amor pela vida tão grandes que me levaram a acreditar que alguns de nós são capazes de escapar da morte e se tornarem imortais.» A realizadora Catarina Ruivo (“Em Segunda Mão”, IndieLisboa 2012) fez, em “A Minha Avó Trelototó”, uma das mais belas homenagens que se pode fazer a uma avó. Quando ela morreu, filmá-la foi uma forma de a salvar. Mas como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce.
David & Golias